Como evangelizar uma Testemunha de Jeová

Uma pergunta recorrente para nós é como evangelizar uma Testemunha de Jeová? Como podemos fazer com que vejam que estão vivendo no engano de uma seita horrível?

Bom, na verdade não podemos faze-los ver isso. Esse é um trabalho do Espirito Santo (João 16:8). O que podemos fazer é compartilhar o evangelho com eles e orar para que o Espirito esteja agindo em suas vidas. Lembre-se sempre de focar no evangelho, primeiro apresente o evangelho, depois você pode passar para qualquer outra discussão, pois senão pode perder a chance de pregar-lhes o evangelho, que é o poder de Deus para salvação do homem.

Vamos mostrar abaixo uma conversa típica com uma Testemunha de Jeová que pode vir a bater em sua porta. É só uma conversa de exemplo, mas serve bem para mostrar como o fazemos. Tiramos esse diálogo do livro de Ray Comfort “World Religiosn in a Nut Shell”. Já experimentamos esse tipo de conversa e sempre se segue mais ou menos dessa forma.

Antes do diálogo gostaríamos de dar algumas dicas valiosas:

 

  • Tenha um entendimento claro da sua própria fé e da Bíblia.
  • Faça um plano bem definido para o evangelismo e mantenha essa iniciativa.
  • Esteja pronto para citar e explicar passagens bíblicas específicas que dão sustentação à doutrina cristã.
  • Defina bem seus termos e peça para que a Testemunha de Jeová também defina os dele.
  • Foque a discussão no assunto principal da pessoa e obra de Jesus Cristo. Enfoque a necessidade de um relacionamento pessoal com ele.
  • Compartilhe seu testemunho pessoal da graça de Deus e sua fé em Jesus Cristo como seu salvador.
  • Ore e peça para que o Espírito Santo o guie.

 

Abaixo segue um diálogo típico com as Testemunhas de Jeová.

 

Batida na porta.

João: eu sou João e este é Gil. Estamos nessa área falando com as pessoas sobre assuntos espirituais.

Você: interessante. Meu nome é … Prazer em conhece-los.

João: prazer.

Você: vocês são Testemunhas de Jeová?

João: sim, somos.

Você: eu tenho uma pergunta para vocês. Eu tenho uma faca nas minhas costas e eu só tenho três minutos para viver. Como posso entrar no Reino?

João: três minutos! UAU. Bom, você precisa viver uma vida boa, aprender sobre Jeová, ir de porta em porta, ajudar as pessoas, orar, etc.

Você: eu não posso fazer nada. Eu tenho uma faca nas minhas costas. E eu não posso viver uma vida boa. Eu já menti, roubei, fiz sexo sem ser casado e blasfemo. Eu agora tenho dois minutos! Me ajudem!

João: hum…

Você: um minuto para viver. Vocês podem me ajudar?

João: desculpe, não podemos ajuda-lo.

Você: João, pense no ladrão na cruz. Ele disse que foi condenado justamente. Eu não acho que ele pensava que a lei romana estava sendo justa em executa-lo. Justiça para um ladrão normalmente é passar alguns meses na prisão, não pena capital. Eu acho que ele estava falando da lei de Deus. Que justamente o condenou. Não havia nada que ele pudesse fazer em relação a isso. Ele não podia ir para lugar algum, suas mãos e seus pés estavam presos na cruz. Deixe-me fazer uma pergunta: você acha que é uma pessoa boa?

 

[mesmo as Testemunhas de Jeová acreditando que Jesus morreu em uma estaca, ainda assim devemos pregar a cruz. Isso porque é parte da verdade do evangelho. Nós devemos pregar pecado e inferno para aqueles que não acreditam em nada disso].

 

João: Sim, eu sou.

Você: Você acha que guardou os Dez Mandamentos?

João: Eu acho que sim. Eu tentei.

Você: Vamos então passar por alguns dos mandamentos para ver como você se sai. Quantas mentiras você acha que você contou em sua vida? Estou falando de mentiras de verdade, não mentirinhas.

João: Eu provavelmente contei muitas mentiras na minha vida.

Você: Quantas você acha que contou? Cinco? Dez?

João: Talvez 20 ou 30.

Você: Como se chama uma pessoa que conta mentiras?

João: Mentiroso. Mas foi no passado. Eu me arrependi e mudei minha vida.

Você: Muitas vezes não damos muito importância para a mentira, dizendo que são mentirinhas, mas a Bíblia nos diz que “lábios mentirosos são abominação para o Senhor”. Isso quer dizer que a mentira é extremamente detestável para o Senhor. Você já roubou alguma coisa em sua vida?

João: Sim, já roubei, mas isso foi a anos atrás. Como eu já disse, eu mudei.

Você: Continue comigo João. Como se chama uma pessoa que rouba coisas.

João: Ladrão.

Você: Você já usou o nome de Deus em vão?

João: Sim, eu fazia isso.

Você: Pense sobre isso. Jeová te deu vida. Ele te deu olhos para ver a beleza da sua criação. Te deu ouvidos para ouvir boa música, possibilidade de aproveitar boa comida. Ele colocou a sua bondade sobre você e você usou o Seu santo nome ao invés de um palavrão para expressar aversão, nojo, dor. Esse é um pecado muito sério, chamado de blasfêmia.

João: Você está certo.

Você: Jesus disse, “todo aquele que olhar para uma mulher com desejo sexual já cometeu adultério com ela em seu coração”. Você já olhou com desejo sexual para alguém?

João: Sim senhor, já olhei.

Você: Então você cometeu adultério em seu coração aos olhos de Deus. Então, João, aqui está um resumo do que descobrimos até agora. Você não é a pessoa boa que você pensou que era. Você mesmo admitiu para mim (eu não estou julgando você), você é um adultero do coração mentiroso, ladrão e blasfemo. E você vai ter de se apresentar perante Deus no dia do Julgamento Final. Se Ele te julgar baseado nos Dez Mandamentos, você será considerado inocente ou culpado?

João: Se for pelos Dez Mandamentos, eu serei considerado culpado.

Você: Você vai então para o céu ou para o inferno?

João: Eu acho que iria para o inferno, se forem somente essas as opções.

 

[As testemunhas de Jeová não acreditam no inferno. Para eles as referências a inferno na Bíblia são o mesmo que a cova, sepultura. Introduzir a Lei de Deus muitas vezes lida com a falsidade de que o inferno é meramente a cova. A Lei moral faz um inferno literal fazer sentido.]

 

Você: Você e eu somos criminosos aos olhos de Deus e nenhuma boa obra que façamos pode nos salvar. Nossas “boas obras” são na essência uma forma de subornar a Deus. Estamos exatamente na mesma condição do ladrão na cruz. Lembre-se, ele não podia ir para lugar algum ou fazer qualquer coisa – ele estava preso na cruz. Nós também somos criminosos culpados que violaram os Dez Mandamentos e a Lei de Deus também nos prende. Isso nos deixa com a única alternativa que o ladrão teve; ser salvo pela graça através da fé em Jesus Cristo. Ele se voltou para Jesus. É isso que devemos fazer pelo arrependimento. Nesse momento ele disse, “Senhor, lembra-te de mim…” Ele então acreditou que Jesus era Senhor e que ele iria ressuscitar dos mortos, que eram os requisitos para a salvação (Veja Rom 10:9,10). Devemos fazer o mesmo. Jesus sofreu e morreu na cruz, tomando sobre si a punição por nossos pecados. Nós violamos a Lei e Jesus pagou a fiança em seu sangue. Isso quer dizer que por causa do morte sofrida e ressurreição de Jesus Cristo, Deus pode liberar nosso caso. Ele pode cancelar nossa pena de morte e permitir que vivamos. O que devemos fazer é nos arrepender e confiar somente Nele (não nas nossas obras) para nossa salvação eterna. João, obrigado por me ouvir.

João: De nada.

 

[Não fique desanimado se você não perceber nenhum resultado visível. Algumas vezes a pessoa para quem você está evangelizando pode até concordar com você dizendo “sim, somos salvos pela graça através da fé em Jesus”. Se você não mantiver em sua mente que ele está falando uma linguagem diferente da sua, isso pode tirar de deixar estagnado. Lembre-se que a definição dele de graça e salvo é diferente da definição bíblica, então tenha certeza que você explicou o evangelho e aquele que é ensinado pela Bíblia. ]

2 comentários em “Como evangelizar uma Testemunha de Jeová

  • agosto 3, 2017 em 3:11 pm
    Permalink

    Gostei do exemplo de dialogo, bem apologético.
    Esse livro “World Religions in a Nut Shell”que você citou tem outros exemplos de dialogo como esse para as demais seitas e religiões mundiais ?

    • agosto 3, 2017 em 5:27 pm
      Permalink

      Olá Dionízio.
      Sim, tem de várias religiões. Aos poucos querem publicar mais alguns, além também do meu ponto de vista sobre abordagem de membros de outras religiões.

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